Altura da água

Seus olhos mares do mundo

Peixes em águas profundas

Cidades guardadas por algas

Gritos amotinados correm neles

Liberdade nos conveses desses átomos verdes

Milhares de piratas suas águas

Eles navegam ímpetos de luas

Nos portos se debruçam para o amor

Maré chega a meia lua de meus lábios

Coqueirais balançam ao vento de setembro

E seu olhar se perde com seus lábios nos meus lábios.

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Do ser chamado mãe

Para Pilar.

Quando se tornou mãe deliraram lírios

Dois seios em flor saíram da terra

Tinha sangue, húmus, água e cordão de vida

As abelhinhas da selva vieram por instinto

Os pistilos tinham pólen para mel

Dois tinham leite, amor e sonhos de crianças

A natureza abraçou aquele encanto

Sorria como um carinho de brisa

Dentro da flor aurora abria sol.

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Amor em tempo de espera

Não falarei talvez

Nem tampouco que não venhas

Virás através das ruas que me trazem

Virás desenhando no espaço um sorriso de fera

Aquele que sai assim quando me vê

Compreensivo de meus olhos são os teus

Desde muito enflorestados de amor.

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A montanha de Urin

Penumbras que jamais amei, esqueçam-me!

A luz trouxe-me belezas pintadas na relva

Na cidade à beira do lago o sol cheio de mares

Vida caminhante!

Sei amar seus trajetos e luas

Cores do sol raiadas na fronte

Nesse dia impávido de todas as forças

Ainda sou a revolta dos lobos na matilha

Tenho meu quinhão em meio as feras.

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Aquele segundo eterno

Quem sabe a vida das flores

Sejam cantos de esperança

A terra exalte o amor

Nas cores de relva e água

E o amor seja além disso

Um brilho intenso de estrela

Uns instantes dos teus olhos

Fitados nos olhos meus.

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Pintura de um dia inteiro

Sugeriste um degredo de vós

Não mais seus olhos de mar

Nem seus seios em minhas mãos

Vi mastigares em silêncio

A avidez da sua boca nutria-lhe

Comeste rápido nesse dia

Lhe observei durante o sono quando

a tarde era só nossa

Rosto feliz sonhando talvez mundos de paz

O lençol a descobrir-lhe as pernas

De pé eu fumava expirando o degredo

Sabia que não voltarias a vê-la

Dentro de nós os desertos esperavam o adeus.

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Vida em movimento

Alguns de meus cavalos perderam-se de mim

Tentaram domá-los e escaparam à diversas paragens

Seguem selvagens como seus irmãos

Esmos ofertam-lhes água em fontes límpidas

Minhas manadas seguem bradando crinas ao vento

Patas buscam lugares, retinem luares em flor

Alguns cavalos de mim são velozes corcéis

Manadas galopantes vertem músculos nas coxilhas

Outras são leveza e silêncio ao redor das aguadas

Manadas livres desenhadas ao vento galopam

Cascos lançando estalidos em passagens de pedras

Cavalhadas como ondas de beleza e força

Movimentam coreografia de pássaros nos campos

Danças de crinas saltitam redemoinhos de mar

Relvas ventadas ondulam energia vibrante

Riscam desenhos as vozes dos cascos

Cavalos correm nas manadas de mim

Velozes anjos livres relincham

São raios, tempestades a bradar liberdade

Na estrada seguindo em manadas seguem livres

Tropéis cavalgam o fogo revoltado do amor.

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