Um bom poema para o dia.

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Ônibus – Por Priscila Monteiro

MasticadoresBrasil

Ônibus – Priscila Monteiro Santos (priscmonteiro.wordpress.com)

Cúmplice ela olhava para ele, sem entender bem se seu olhar era de apreço ou simples descaso, vez por outra parecia um indício de curiosidade, mas morria aí. Ele encheu as bochechas como se fosse soprar forte e derrubar o que houvesse pela frente.
Em frente com seus cabelos brancos e seus claros olhos azuis bem abertos havia um senhor, estava preso a uma mochila posta em seu colo, agarrava-se a ela como se ela lhe desse segurança. O menino continuava a movimentar seus olhinhos da moçapara o velho, do velho para o chão, do chão para ela.A moçao encarou, não sabia bem porque seus olhos encontraram com os dele, assim que os viu quis mudar de espaço, não podia, estavam ali naqueleacúmulo de pessoas em transição, todos cansados, fatigados de mais um dia.
Ele dava olhadas sem sorrir, apenas a observava,ela começou a…

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Duelo de espadas – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Contam aqueles que conheceram o vencedor
Na estrada do lago se encontraram
A luta esperava o encontro desde muito
Honras feridas levavam no coração
As espadas marcaram árvores
Na relva estraçalhada o sangue
Sangue de dois homens, dois clãs
O vencedor contou sobre o embate
Foi luta acirrada de dois bravos
Sua glória durou uma noite
Suas feridas também eram mortais.

Poema de Odilon Machado de Lourenço

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Todos os passos – Por Daniel Pissetti Machado

MasticadoresBrasil

Todos os passos que damos
São sincronizados
Algoritmicamente
Eu adoro ver você ao meu redor
E eu posso ver você agora
Correndo para mim
Com os braços abertos
Até o horizonte

DPM

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Reza para Maria by Hang Ferrero

MasticadoresBrasil

e tu maria? que se banha todo dia neste sal, por ser imensamente humana e se riem de ti e tu ainda acolhe toda dor, na poesia. teus perseguidores‘, desdenham da tua vida simples, oh maria; imputam a ti uma certa loucura ( tua virtude ) e recebes tudo com benevolência, quem diria? sempre que podem, os mesmos esbarram nas tuas feridas ( o sagrado das tuas mágoas, tão tuas ) e, nunca feres, e ninguém sabe das tuas dores e tu abranda as de tantas outras marias. sabes dos tantos que te chegam e pedes oração no fim do dia e cansada, dormes pouco e tentas com alegria, superar as coisas tuas pra se doar, sem expor teu pranto e na calmaria. e tu? precisas de quê

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Bilhete para o Brasil by Odilon Machado de Lourenço

MasticadoresLab

Querido Brasil

Como tens duvidado tanto da força de teu povo?

E ficado aí pelos cantos do teu imenso corpo

Às vezes você sente sede, não sentes?

Ali naquela região do teu ombro, o Nordeste sabes?

Será que não tens uns vintenzinhos para abrir uns poços

por lá meu querido Brasil?

Tanta bacia hidrográfica por aí

Aquíferos para quem mesmo?

Mas você gosta de perfurar poços de petróleo

E tão longe da costa, nada barato teu passatempo

Salgado pra eu, tio Juca, o Zé…

Aquele que te sonega te acha salgado Brasil!

Você anda pondo pimenta à mesa dos teus filhos

Mas isso é só tempero

Quero ver feijão, arroz, saladas à vontade…

E sem venenos meu querido Brasil

Depois podemos olhar nos olhos um do outro

Conversar sobre esse papo de copa

Quem sabe eu driblo você meu querido Brasil

Mas é bom que me procure

Acho Brasília muito…

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Los 18 magnificos editores de Masticadores: Odilon Machado

Barcelona / j re crivello

Presento a un nuevo editor, com Odilon comenzamos la incierta aventura de fundar MasticadoresBrasil, el desde Porto alegre, en mi caso desde Barcelona. Y se ha consolidado como un grupo de escritoras/es brasileños de calidad. Gracias Odilon! (nota tampoco lo conozco personalmente). En MasticadoresBrasil, escribe uno de los mejores poetas y un dibujante de gran calidad. Les invito a descobrir a Bruno Ortiz Monllor & a Hang Ferrero

Escuchamos a Odilon:

  1. ¿Desde quando escribes? Puedes explicarlo en pocas líneas.

Iniciei a escrita de poemas em meados dos anos noventa. Meus primeiros versos tiveram alguma inspiração Dadaísta e os guardei sem publicá-los. De todo modo, foi nos primeiros anos do novo milênio que floresceu meu “jardim poético” e a paixão pela escrita. Escrevo pela necessidade de quem bebe água por ter sede e precisa saciar-se.

Entre meus escritos há algumas crônicas, raros contos e um romance em fase terminal de desenvolvimento.

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Sorriso nosso de cada dia – Por Priscila Monteiro

MasticadoresBrasil

Sorriso nosso de cada dia – Priscila Monteiro Santos – São Paulo – Brasil
https://priscmonteiro.wordpress.com/

Felicidade é uma escolha diária, quando nos distraímos por um único segundo e esquecemos de que ela é uma opção, essa escolha desfalece, perde-se no enredo da vida e passamos apenas a seguir, sem sentir.

A todo momento fazemos escolhas, sem nem perceber escolhemos acordar, como que por um impulso ligado a essa ação, escolhemos viver, e assim quase sem crer, escolhemos qual pé colocar diante o outro, escolhemos olhar ou não no espelho, escolhemos a roupa e o lado do cabelo, escolhemos virar a chave na porta, escolhemos a mão que escova os dentes, escolhemos se seremos mal ou bem humorados pela manhã, e até se sairemos no automático.

Sem nós dar conta escolhemos ser, escolhemos em qual calçadas vamos caminhar, escolhemos que mãos vamos cumprimentar, quais pessoas queremos abraçar, que palavras dizemos e…

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Vida é… by Hang Ferrero

MasticadoresBrasil

Um tempo em que a chuva
provoca o devaneio do cheiro da terra,
o verde das folhas mais velhas,
pela ‘manha’ que se faz
até o anoitecer.
Em que riacho é o tempo
de amolecer a minha pressa
e raio é só o lusco-fusco do riso,
aquele brilho-barulho-todo
que carrega a graça toda que ensaio
e que também em mim se demora;
[ e que é reparo de todos,
porque cresce bem na minha cara ]
pois o tempo é brevidade e me pede
mais; para seguir eterno no espaço efêmero
e de novo eterno.
Por ser assim mesmo que nasce um planeta
novinho em folha na minha cachola e pela mesma
razão pede um proveito e tanto,
adicionado a minha gratidão, essa; eterna…

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Humano sem máscara – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Despido da pele da face
Como se só houvesse alma
Olhos cheios de estrelas
O humano consciente busca
Olha o amor dentro de si
Sente a Natureza que o fez
Tão belo ser formado por relvas
Águas decantadas de amor
Forjado entre o magma e o mar.

Poema de Odilon Machado de Lourenço

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Para um amor que morreu – Por Ian Plat

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MasticadoresBrasil

Esperava por entre os galhos do outono
A cada folha caída parecia mais perto à chegada
Percurso aleatório de folhas desprendidas
Tempo de horas outonais a desabrochar espera
Vapor de chá evolando em xícara atenta ao silêncio
Movimento maior era um pássaro pousado
Através da janela auscultava cores da estrada
Reflexos do sol, movimento das nuvens, esperança
Lápis deitado sobre escrivaninha à espera
Chapéu novo em caixa, fitas, leve perfume
Da manhã para tarde louça sem uso
Cadeira balançando na varanda, horizontes…
Retrato acariciado, olhares para dentro
Ânsia em cobrir caminhos, procurar afora…
Ainda assim balbuciava a intuição da espera
Sol aparecia na lua recém vista nos prados
Havia alguém para abraço embebido em sereno.

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Mulher Terra

Sei o quanto gostas de vinhos
E que tocas os lábios na taça com o princípio do gesto de meus lábios em seus mamilos
Quase consigo ver o vinho circular sob a pele da sua face
Percebo seus dentes segurarem sua língua como baga de uva
Acendem fogueiras em seus olhos
Fagulhas se transformam em estrelas
Bebo em sua boca o prazer dos brindes
Taça sorvida gole a gole
Beijo a beijo entorpeço em seus lábios
Seguro as uvas na videira como segurasse seus seios.

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A jornada do guerreiro – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Dentro do homem havia anos de luta
Tempo contado no olhar, na postura, no silêncio
Caminhara na sede dos desertos
À mercê das intempéries enxergou os olhos da morte
Sua bravura contava demônios passados na espada
Um chamado lutou dentro do âmago por muitas luas
Vivências trouxeram seu olhar para dentro de si
A voz da paz banhou-o com o aço dos fortes
Ergueu-se poderoso ao conhecer-se
Pele de serpente renasceu os poros do homem
Mãos anciãs lhe deram capa aos ombros
Os olhos da mulher coragem para a luta
Por ela, a princesa do seu reino, as ganas dos seus braços abrindo mundos
Aos bravos a luta honrada
Aos inimigos enfileirou a queda
Dragões tombaram pelas mãos do guerreiro
Sua espada abriu horizontes no caminho.

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Olhos ocultos By Odilon Machado de Lourenço

MasticadoresLab

Se fosse a História da margem escrita pela injustiça

Crianças teriam fome, os pés descalços, as roupas sujas…

Se fosse a sociedade conter os erros dos reis

Haveria condenados na clara forma da lei

Se fossem os filhos das ruas buscar os pais que não têm

Quantos sonhos voltariam ao lugar que lhes convém

Se fosse buscada a forma para hoje termos paz

Mais livros às mãos teriam – mais pão e fome de amar

Se fosse erguida com força bem mais alta a educação

O templo do bem amar – vós teriam mais vontades,

mais firmezas, mais forças para lutar

Se fosse a luta diária buscada dentro de si, com o devido

respeito à clareza do querer

Quanto tempo vós teriam pra viver absolvidos da própria absolvição.

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O grande aprendiz – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Alguns o chamaram de mestre
Seus caminhos foram muitos
Conheceres absorveu nos sentidos
Exercitou-os como ondas no mar
Seus olhos ensinaram-lhe ver as almas
Conseguia perceber nas vozes princípios de amor
Se tocava as mãos colhia a cor da saciedade
Daquilo parido para ouvidos agradava-lhe interiores de matas, corredeiras de rios, silêncios de pedras
Acolhia com amor o rumor do coração
Experiências gustativas deram-lhe prazer, conhecimento geográfico, amor ao corpo
Dos movimentos apreciava a leveza
Nos astros, durante as noites, contemplava o interior de seus olhos.

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Portal – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Tenho esse vão dentro do peito
Dentro o universo, milhões de galáxias
Canal por onde voa uma borboleta vermelha
Dentre tantas estrelas ela pousa
Bem em cima do peito
Com a boca vermelha de mulher lua
A borboleta vermelha finge adormecer
Seus olhos entreabertos fitam o abismo
Guardo silêncio, toco-a bem devagar
Conheço as forças que a farão voar de novo
Voar para o vão dentro do peito.

Poema de Odilon Machado de Lourenço

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Samurai – Por Chilo

MasticadoresBrasil

Entre paisagens de arrozais
Percorre a imponência do guerreiro
Missão e destino guardados na espada
Sua armadura, chance de ir mais longe
Seu coração, o caminho do guerreiro.

Poema de Odilon Machado de Lourenço

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Nuances

Vem dos seus olhos

Universos, luzes infindas

Seus braços regulam a órbita

Das mãos à sua boca há sete luas

Anéis iluminados circundam-lhe

Outros tantos de estrelas escapam-lhe dos poros

És mulher criadora de amor

Seus seios iluminam dois mundos

Dois portais lhe orbitam enraizados na luz.

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Criança que vai… by Odilon Machado de Lourenço

MasticadoresLab

Um dia a criança percebe seus olhos

Os olhares no entorno são dádivas da luz

Seus olhos vão pondo cores nas coisas

E seus lábios se abrem com sorrisos de pássaros

As crianças crescem de dentro dos olhos

Seus passos, uma corrida feliz nas retinas

Os olhos tomam cores próprias

A realidade salta aos poucos em vagares de garoa

Garoa que vai crescendo como os olhos da criança

Que logo nem tão criança vai à levar seus olhares

Suas buscas, seus caminhos, sonhos, seus olhos de liberdade

A garoa vai chovendo, por vezes turva os olhares

Embaça as cores da vida dessa criança crescida

que vai indo pela chuva escorrendo em seus olhares

Vai indo com calma e fé nas estradas e paradas

E quando a criança velha só correr em suas lembranças

Seus olhos serão dois pássaros voando em felicidade.

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