O sopro by Hang Ferrero

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na minha mente
existem caminhos
que ainda não visitei
percebi num insight rem
mas não dormia
caminhava de mãos dadas
com meu bem

e lá sê irrestrito
dei-me conta
de ponta a ponta
tenho uvas pro
vinho tinto
do gosto que gosto
e que fiques tonta

e lá sou santo
tal me convenço
e crio ditos
tal sou o vento
e te toco a face
e te acalento
e te conto histórias
e te crio ritos
qual pensamento

Blog de H. ferrero

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Livro

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Pergaminho rasurado de tinta folheado em minhas mãos sou teu habitante
Pássaro falante das línguas voo contigo pelo tempo envelado em tuas asas
Garimpo em tuas esquinas coroadas de verbos
Semeio em tua voz…
Pedra entalhada de imagens sou teu operário
Teus labirintos, teus enganos, tuas belezas impossíveis
As folhas passando a urrar liberdade
Argila cunhada de rúnicas mensagens sou tua lira
A carta desse rei sem reinado, sem posses, sem bibliotecas,
sem papel de padaria
Livro sem dono queimado na praça teu censor está morto
A palavra revidará cada chama
Nenhuma cultura morre em tuas páginas.

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Desdém by Hang Ferrero

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saía sem qualquer arranhão
de tantas malfadadas pragas
que acreditava não terem sido
arquitetadas, de coração

bruxarias que cruzavam
a minha caminhada
tão espaçadas que
não enxergava a pretensão

amargas frutas
[das que mais gosto]
que bem provadas
me alimentavam
deixando são

e o corpo exposto
e pronto pr’outras
e as bruxas vinham
tirar quinhão

Blog: https://www.hangferrero.com.br/poesia/desdem/

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Foragido

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Com mais durezas que as pedras Virgulino fugia
Fugia da seca, fugia da morte, fugia do sol
Caminhava no leito seco do rio sua secura de ferros
De ossos presos à carne como grades em celas
Virgulino teimava em fugir!
Fugia da noite, fugia da lua, fugia do céu furado
de estrelas
Ia pelo leito do rio bebendo lodos
Fugindo da morte tão perto da presa Virgulino ia
Roendo raízes, mordendo luares, ardendo
em espinhos ele ia
No leito do rio, sem água, sem lodo, sem vida ele ia
Virgulino era duro, Virgulino era a morte
Virgulino era talvez o sertão
Ele era seco fugindo da seca, sem água, sem lodo, sem leito
Virgulino era homem fugindo da fuga.

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Terra

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Caríssima Terra quero dizer que te amo
Mostrar meus agrados de filho
Eis que a minha carne vem do teu ventre
Minha arte e os sorrisos provocados por mim veem de ti
Por tua cor as rosas vêm serenadas beijar minha boca
Por teu amor largo sementes no dorso do teu corpo
Colho tudo que oferece-me do teu seio de Mulher que ama a todos
Rego o jardim, faço nascer contigo todo o amor
Caminho feliz em tua orbe de inenarrável beleza
Rolo em tuas areias, avanço ao mar entranhado em teu cerne
Caminho, navego, suspiro, me ponho sublime em teu corpo.

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Bagas

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Bruno Ortiz -08

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