Esperando a hora certa

MasticadoresBrasil Editora: Miriam Costa

por Jenis

dois, três, 
quatro e nem sei mais quantos 
já passaram depois que o amarelo do casaco
se fundiu ao amarelo da cadeira
a espera não um trem
mas uma marca do grande relógio
quem vai à estação 
para não embarcar em nada? 
mais um passando!
Júlio Prestes. lotado
bloqueiam por alguns segundos 
a parede de tijolos e janelas de enfeite 
que tenho copiar
janelas de enfeite 
uma passageira de enfeite 
ninguém vai à estação pra esquecer
opa, 
esquecer 

que palavra que não desgruda da caneta!

eu quis dizer 
esquecer
NÃO! 
ESCREVER!
ah
finalmente… 

Relógio bateu 
tenho que ir 

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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