a Toulouse-Lautrec

MasticadoresBrasil Editora: Miriam Costa

Lautrec_in_bed_1893In Bed, 1893, Henri de Toulouse-Lautrec

Há um tempo
em que somos escolhidos
pela elação; o que é real
move-se — um vulto bonito —
e é, de repente, apenas isso, apenas vulto —
apenas o que é bonito. Os ângulos
açambarcam o frio, e somos
d’um todo imediato;
um lajedo de sonhos breves;
e a sombra úbere onde regeneram
os ossos minorados que comportamos
é toda ela esticada por garras e cores:
quero-te perto,
e o tudo é, de repente, um vulto,
um abraço quente e colorido,
e o tudo importa, agora.
O tudo importa, dizes,
nem que seja só agora.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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