Nalua

Luana nalua

Luana nua na rua

Nua não de corpo, mas de “zóio”

Luana decolando para a lua

Indo rápido demais na rua

Levando o corpo todo feito a mão

Cada passo é uma invenção

Um segredo, um enredo, uma valsa

Luana inventando outra lua

Mais deserta, mais quente, mais pura

Uma lua sempre escura

Guardada no espaço da rua

Luana Nalua para ninguém ver.

Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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