Sobre a morte

Aqui espero ternamente

Não sei se será cilada, bala perdida,

ou um calmo apagar de luzes

Não sei que aventura ou tempestades

enfrentarei nos desertos calados de mim

Que abraços terei ao partir!

Depois de cada aceno serei recompensado

com o voo do Cosmos?

Serei partícipe à mesa do teu silêncio

que chama-me?

Ilustrarei um mapa de galáxias?

Farei explícitos meus sonhos e minhas melodias?

Então?

Diga-me, depois eu volto para beijar-te.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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