O abridor de horizontes

Vou à forra com a cara da vida

O amante louco veio levar-te para um céu de miragens

Lá vai o anjo, vai o anjo a riscar estranho sal de suor nas areias da pele

Destoar de delírios calados vislumbram seus olhos

Em sonhos novos sóis de poesias queimam sua pele

Voa anjo anoitecendo horizontes

Emana teu voo em luares

Acorda os ventos em orquestra

Carrega as dores dos adoradores de cinema

Expulsa o paraíso a queimar no inferno sua beleza

Assume o alcatrão das eras

Derruba a amurada da vida

Ponha raciocínio em ilusão

Estradas te conduzam a muitas vidas nuas pelo amor

Pássaros em coro te sublimem pôr-de-sóis

Alvoradas de mil cores te afoguem na crua cor do encantamento

Te possua o universo dos outonos com as folhas desgrenhadas do prazer

Cauterize sonhos maus em duas notas

À nau dos dias ice as velas emplumadas dos desejos

Assista o som das passadas pelas noites

Escale teias nos estribos desse agora em ondas vivas

Rasga a roupa da morte a todo tempo

Usa a nuvem da tua sombra como guia

Adrenalina seja amiga em aventuras

O céu amigo teu voe contigo a dança caminhante das visagens

A franja do horizonte seja esteira de sorrisos em pleno sol da primavera

Voa anjo pelo sal dos meteoros

Voa!

Agora acalmo o silêncio dessas horas.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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