Nesse poema

Tenho nesse poema guerras, civilizações, tratados

Tenho nesse poema demônios, subúrbios, luas, uivos…

Tenho nesse poema sentidos, estrelas, naturezas noturnas

Tenho nesse poema desenhos, estradas, montanhas,

fêmeas alucinadas

Tenho nesse poema desertos, catástrofes, lavas de fogo

Tenho nesse poema fervor de neblinas, fronteiras em caos,

baías em pânico, bombas e flores

Tenho nesse poema cavacos de alma, insanos perigos, silêncios de mim.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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2 respostas para Nesse poema

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