De duas tempestades  

Tempestades voejam vorazes no céu da cidade

Negruras se movem, azulados se movem, cinzentas

nuvens se movem

E seus olhos azulam e cinzam e queimam nas minhas lembranças

Molham as ruas miragens de relvas

Aromas urbanos evolam de volta ao conluio das nuvens

Agito meu céu

Entardeço no meio do dia e entro na noite rasgando

as estrelas com voz esverdeada

No vento, refúgio carreado de poeira, arrasto meus pássaros

em voos rasantes ladrilhando seus olhos.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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2 respostas para De duas tempestades  

  1. Drika disse:

    Belíssimo!👏

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