Concha

SOL 057

As águas vinham de longe

Tinham cores, tinham sal

Tinham ondas, ventanias

Tinham barcos, maresias

Sereias tinham no mar

 

As águas que navegava

Eram tintadas de azul

Eram verdes suas ilhas

Eram muitas suas naus

A cava de suas ondas eram espelhos do mar

 

As águas que recuavam para o leito do horizonte

Levavam suas gaivotas

Suas marés

Suas torrentes

Ficava o som enconchado

Na concha de esconder mar.

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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