Fundos da Arquitetura Oculta à Ilha da Magia

Poema dedicado à mim por Tiarajú Borges.

    I

As espumas das ondas são Teias.

Ao bater pela pedra entremeia.

Vi no doce do doce, ponteia.

 

Qual Aranha teceu esta Teia?

Qual pedra que se entremeia?

Seus fios de teia, giram, giram

[giram sem parar.

Como um aro de algum mecanismo

Qual Força que vem de Tao Forma.

Qual mão compos Equilíbrio

(& Sintonia

Qual Condução precisou?

(Quanto Amor!

Lá também está a Pedra das Bruxas

Bebiam & dançavam na Chuva,

No borbulhar da Poção.

 

Num caldeirão de Sangue.

Que transforma Estações,

(& abre máquinas!

            II

No Morro das Pedras há

(também um convento,

Que também brinca com o Vento

Logo então as Areias,

Formando Pontas e Sereias.

 

Serpenteava uma estrada Secreta,

Onde os Mushi passeiam

(em linha reta.

(& bem no fundo ao Peri

Onde vão tantos guris,

(& gurias!

Dorme uma Casa e um Tridente,

Tudo armado

(em Armação

Para uma Grande Matança

(num Grande Matadeiro,

Cortejarem

(o silencioso Pântano.

Pantano do Sul, Dois Mil & Dezesseis, Quatorze de Outubro, Sexta-Feira – Dia de Vênus – Afrodite – Dia da Porta da Semana Que-Vêm

*A grafia foi mantida como na original da mensagem eletrônica.

 

 

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Sobre Poeta da Garrafa

Sou o Poeta da Garrafa. Odilon Machado de Lourenço nascido no pampa, ventado em minuanos, procurador de esmos e lonjuras. O que busca caminhos e olhos, palavras e sonhos. O que segue no claro do sol e da lua, o que navega e silencia à beleza. O que lavra a terra, águas e céu, plantador de passos, horizontes, sementes de amor e ternura. O que vai a colher miragens, tomar sombras, redemoinhar sem leme. Sou a distância dos dias e das noites que andam comigo contemplando o mundo. Sou brumas revoadas pelo som das auroras, amanhecido de velhas histórias e delírios. O veio, o nascedouro de uma loucura, mas sou sublime se contemplares meus olhos e ouvir meus sentidos. Sou folheador de paisagens, miscigenado brasileiro da Latino América, ouvidor de marulhos e brisas, caçador de estrelas. Olhador de fogueiras, enritmado de blues, samba e versos. Sou uma deriva com porto.
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